Pesquisa Ibope/Transitions revela que 66% das mulheres que usam óculos no Brasil não consideram armações de receituário como itens de moda
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| 66% das mulheres ainda não enxergam óculos de grau como acessórios de moda | Assim como todo o setor óptico vem repetindo como verdadeiro mantra nos últimos anos, óculos e moda estão intimamente interligados, têm tudo a ver! Certo? Não para dois terços das mulheres brasileiras que usam óculos de grau. É isso mesmo. Nada menos que 66% das mulheres usuárias de armações de receituário ainda não consideram seus óculos como acessórios de moda e estilo. E mais: 32% já deixaram inclusive de usá-los em alguma ocasião mesmo sabendo que podiam prejudicar sua visão, e 22% delas dizem que eles atrapalham no dia-a-dia. Essa resistência surpreendentemente alta das mulheres aos óculos de grau é o principal resultado de uma pesquisa inédita no país, realizada no início de março de 2010 pelo Ibope a pedido da Transitions Optical, líder mundial em lentes fotossensíveis. O estudo "Mulheres e Óculos", divulgado em 15 de abril, ouviu 284 mulheres usuárias de óculos de grau, entre 18 e 64 anos, de cinco regiões metropolitanas do Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza e Porto Alegre). E apesar de todos os esforços do setor óptico para transformar o conceito dos óculos de mero aparelho corretivo a acessório de moda fundamental na composição do vestuário, a pesquisa revela que ainda há muita resistência a essa tese exatamente nessa camada social tida como a que mais consome. Além de dois terços das mulheres usuárias não ligarem as armações a itens de estilo, 27% delas acreditam que os óculos as tornam menos atraentes e bonitas, e 15% deixam (ou deixariam) de usar por considerá-los difíceis de combinar com roupas e acessórios.
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| O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto explica números da pesquisa em SP | Ainda segundo a pesquisa, 27% acham que os óculos de grau pioram a aparência (envelhecem, são difíceis de adequar ao estilo da pessoa), e somente 15% acreditam que eles melhoram o visual. Se o ambiente for a praia, então, a resistência aos óculos de grau também é grande: 60% delas dizem simplesmente não usar na praia, e entre as que usam, 32% optam por lentes incolores e só 8% adotam lentes escuras com grau. Um detalhe interessante na pesquisa é que a esmagadora maioria das mulheres usuárias tem consciência da importância de proteger a visão dos raios UV. Pois 83% das pesquisadas admitem que lentes com proteção UV são fundamentais à saúde ocular, e estão cientes inclusive de que elas podem atuar na prevenção do envelhecimento da região ao redor dos olhos.
Falta informação - Na pesquisa, 45% disseram que usariam os óculos de grau com mais frequência se as lentes "dessem sensação de conforto em vários ambientes". Outras 33% usariam mais "caso soubessem que as lentes também podem evitar os raios UV na região dos olhos", e 18% responderam que seria melhor se pudessem combinar os óculos com seu estilo. Portanto, uma das reflexões óbvias do estudo é a de que falta informação às consumidoras em geral, sobretudo no tocante à questão da proteção UV que deve ser oferecida inclusive nas lentes incolores. "Elas não estão informadas sobre como usar os óculos a seu favor", acredita Miguel Giannini, que foi convidado pela Transitions juntamente com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, de Campinas (SP), para apresentar e interpretar os resultados da pesquisa numa entrevista coletiva de Imprensa que reuniu diversos jornalistas em um hotel dos Jardins, no dia 15 de abril, em São Paulo.
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| Tendo jornalista como modelo, Miguel Giannini dá dicas sobre óculos na coletiva da Transitions | Para o esteta óptico paulistano, um dos agravantes desse quadro é que a maior parte dos usuários geralmente tem apenas um par de óculos. "80% têm um único exemplar no rosto. O segredo, o despertar para os óculos, é ter no mínimo um kit básico, que seriam o exemplar do dia-a-dia, o social para as ocasiões formais, e o de proteção solar. Com três exemplares, ela vai estar completa para todas as situações", ensinou Miguel numa rápida apresentação aos jornalistas, em que uma repórter inclusive serviu de modelo para que o óptico mais famosos do país desse uma pequena explanação prática, utilizando várias armações, sobre estilo e dicas para uma melhor adaptação dos óculos de receituário. Miguel disse ainda que cabe principalmente aos profissionais da saúde visual "acrescentar, fazer o acessório ser um casamento feliz", e lembrou que muitas vezes o usuário "se preocupa com a armação, mas não quer investir na lente, quando a lente é exatamente o mais importante". "Hoje, óculos não é acessório, é necessório. As pessoas precisam entender que óculos de qualidade só acrescentam na aparência, na saúde. Óculos são incríveis, nos dão a chance de emoldurar o que temos de mais importante", afirmou Miguel. Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, a resistência das mulheres aos óculos pode explicar também os motivos pelos quais, muitas vezes, elas têm mais problemas de visão. O levantamento mostrou que 71% das entrevistadas têm vícios de refração (miopia, hipermetropia ou astigmatismo) contra 50% de incidência no País. "As mulheres sempre tiveram mais dificuldades em admitir o uso dos óculos, mesmo sofrendo mais com os erros de refração", completa. Para ambos especialistas, no entanto, ao mesmo tempo em que há resistências ao uso do óculos, as vantagens da proteção são cada vez mais percebidas pelas mulheres, o que tende a ir alterando esse panorama. "A dificuldade em combinar é grande para as mulheres. Mas quando percebem que podem ter modelos diferentes e específicos para seu rosto e para cada ocasião elas passam até a colecioná-los", disse Miguel Giannini. "Sabemos dessa dificuldade entre as mulheres e como isso afeta sua saúde ocular, mas a boa notícia é que elas estão mudando esta percepção e já encaram as lentes com proteção UV, por exemplo, como uma forma de se proteger até mesmo das rugas ao redor dos olhos", lembra o oftalmologista Queiroz Neto. "Precisamos passar mais informação à população, para melhorar a saúde visual, para acabar com esse estigma do século 13 de que óculos traz um problema", completou o médico. Lucas Passos, gerente de Marketing da Transitions para o consumidor, afirmou que os consumidores ainda não são totalmente esclarecidos em relação à maioria das questões relacionadas à saúde visual. "Muitas vezes o consumidor investe alto nas armações, mas não se preocupa com as lentes", ele salienta. "Com esses estudos, estamos procurando conhecer melhor os nossos consumidores, as mulheres nesse caso, para oferecer cada vez mais produtos adequados ao perfil dos usuários. Agora, por exemplo, estamos lançando as lentes Transitions na cor marrom, como uma opção a mais para combinar roupas, estilo", afirmou Lucas Passos.
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| O oftalmo Leôncio Queiroz Neto, Miguel Giannini, Vanessa Johns e Lucas Passos (Transitions) na coletiva sobre a pesquisa, em SP |
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